4 de abril de 2012

Ofício das Trevas

Quinta-feira da Semana
Santa

Este ofício é a
recitação do Ofício de Leituras combinado com Laudes, na madrugada ou manhã da
Quinta-feira da Semana Santa.

Havendo
sacerdote ou diácono, ele preside, de acordo com a precedência. Deve vestir
vestes corais de acordo com seu estado. Não se usam estolas ou pluviais. Os
demais clérigos usam também vestes corais. Se um sacerdote ou diácono presidir,
deve haver um cerimoniário e alguns acólitos, com sobrepelizes. Um dos acólitos
é o encarregado de extinguir as velas após os salmos. É bom haver um grupo de
cantores, para entoar os hinos, as antífonas e os salmos.

Se apenas
leigos celebrarem o Ofício, um deles dirigirá, com as adaptações indicadas. Se
esses leigos forem seminaristas ou religiosos, usarão veste talar ou hábito, com
sobrepeliz.

No centro do
local onde se celebra o Ofício das Trevas, preferencialmente no coro antes do
presbitério, coloca-se um ambão, de onde se dirá os salmos,
leituras e orações. O presbítero sentará na sede, acompanhado de dois diáconos,
ou de um diácono e o cerimoniário, ou do cerimoniário e outro acólito, se
houver. Sendo o diácono a presidir, senta-se ao seu lado o cerimoniário e outro
acólito, se houver. O Bispo senta-se no trono ou no faldistório, de acordo com
as regras do Cerimonial dos Bispos.

O candelabro de
trevas, constando de quinze velas, é colocado em frente ao altar, à sua direita.
Essas velas serão apagadas, aos poucos, durante o rito.
Além do candelabro de trevas, seis velas podem estar acesas no altar,
como se faz durante a
Missa Solene, e serão apagadas durante o Benedictus. Um apagador de
velas é colocado perto do candelabro de trevas.

Não se usa cruz
processional nem velas processionais ou tochas durante o Ofício das Trevas.

Dando início à
celebração, os clérigos em veste coral, cerimoniários, acólitos e cantores ou
coro entram em silêncio e reverência, de forma processional, vindo o celebrante
por último, e se aproximam do altar. Genuflectem ao Santíssimo Sacramento, ou,
em sua falta, inclinam-se profundamente diante do altar, e vão para seus
lugares.

Para a extinção
de cada vela, o acólito responsável pega o apagador, reverencia o altar e vai ao
candelabro para cumprir sua função.

No invitatório,
no hino, no Evangelho,
no Benedictus, nas preces e na oração, bem como na despedida, todos
permanecem de pé. Nos salmos e leituras, permanecem sentados, exceto quem lê ou
entoa o salmo. No invitatório, faz-se o sinal-da-cruz na boca, e no Benedictus e
na bênção, o grande sinal-da-cruz.



Invitatório

V:
† Abri os
meus lábios, ó Senhor.
R: E
minha boca anunciará vosso louvor.

Salmo 94
(95)Convite ao
louvor de Deus
Animai-vos uns aos outros, dia após dia, enquanto ainda se disser ‘hoje’.
(Hb
3,13)

Ant.
Cristo por
nós foi
tentado,
sofreu e na
Cruz
morreu: Vinde
todos,
adoremos!

Vinde, exultemos de alegria no Senhor; *
aclamemos o rochedo que nos salva.Ao seu encontro caminhemos com
louvores, *
e
com cantos de alegria o celebremos!

Ant.
Cristo por
nós foi
tentado,
sofreu e na
Cruz
morreu: Vinde
todos,
adoremos!

Na
verdade, o Senhor é o grande Deus, *o grande Rei, muito maior que
os deuses todos.Tem nas mãos as profundezas dos
abismos, *e as alturas das montanhas lhe pertencem;o mar é dele, pois foi ele quem
o fez, *e a terra firme suas mãos a modelaram.

Ant.
Cristo por
nós foi
tentado,
sofreu e na
Cruz
morreu: Vinde
todos,
adoremos!

Vinde adoremos e protremo-nos por terra, *
e
ajoelhemos ante o Deus que nos criou!
Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, †
e
nós somos o seu povo e seu rebanho, *
as
ovelhas que conduz com sua mão.

Ant.
Cristo por
nós foi
tentado,
sofreu e na
Cruz
morreu: Vinde
todos,
adoremos!

Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: †"Não fecheis os corações como
em Meriba, *como em Massa, no deserto, aquele dia,
em
que outrora vossos pais me provocaram, *
apesar de terem visto as minhas obras. "

Ant.
Cristo por
nós foi
tentado,
sofreu e na
Cruz
morreu: Vinde
todos,
adoremos!

Quarenta anos desgostou-me aquela raça, †
e
eu dise: "Eis um povo transviado, *seu coração não conheceu os
meus caminhos!" E por isso lhes jurei na minha
ira: *
"Não entrarão no meu repouso prometido! "

Ant.
Cristo por
nós foi
tentado,
sofreu e na
Cruz
morreu: Vinde
todos,
adoremos!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, *Como era no princípio, agora e
sempre. Amém.

Ant.
Cristo por
nós foi
tentado,
sofreu e na
Cruz
morreu: Vinde
todos,
adoremos!

Ofício de
Leituras

HINO

1
Cantem meus lábios a lutaque sobre a cruz se
travou;cantem o nobre triunfoque no madeiro
alcançouo Redentor do Universoquando por nós se imolou.

2 O
Criador teve penado primitivo
casal,que foi ferido de morte,comendo o fruto
fatal,e
marcou logo outra árvore,para curar-nos do mal.

3
Tal ordem foi exigidana obra da
salvação:cai o inimigo no laçode sua própria
invenção.Do próprio lenho da morteDeus fez nascer redenção.

4 Na
plenitude dos tempos,a hora santa
chegoue, pelo Pai enviado,nasceu do mundo o
autor;e
duma Virgem no seioa nossa carne tomou.

5
Seis lustros tendo passado,cumpriu a sua
missão.Só para ela nascido,livre se entrega à
Paixão.Na cruz se eleva o Cordeiro,como perfeita oblação.

6
Glória e poder à Trindade.Ao Pai e ao Filho,
louvor.Honra ao Espírito Santo.Eterna glória ao
Senhor,que nos salvou pela graçae nos remiu pelo amor.
Amém.

SALMODIA

Ant.
1 Estou
cansado
de gritar
e de esperar pelo meu Deus
Salmo
68(69),2-22.30-37
O zelo pela
vossa casa me devora
Deram vinho misturado com
fel para Jesus beber. (Mt 27,34)

I

Salvai-me, ó meu Deus, porque as águas *até o
meu pescoço já chegaram!
Na
lama
do abismo eu me afundo *e não encontro um apoio para os pés.
Nestas águas muito fundas vim cair, *e as ondas já começam a cobrir-me!

À
força de gritar, estou cansado; *minha garganta já ficou enrouquecida.
Os
meus olhos já perderam sua luz, *de tanto esperar pelo meu Deus!

Mais numerosos que os cabelos da cabeça, *são aqueles que me odeiam sem motivo;
meus inimigos são mais fortes do que eu; *contra mim eles se voltam com mentiras!

Por acaso
poderei restituir *alguma coisa que de outros não roubei?
Ó
Senhor, vós conheceis minhas loucuras, *e minha falta não se esconde a vossos
olhos.

Por minha causa não deixeis desiludidos *os que esperam sempre em vós, Deus do universo!
Que eu não seja
a decepção e a vergonha *dos que vos buscam, Senhor Deus de Israel!

Por vossa causa é que sofri tantos insultos, *e o meu rosto se cobriu de confusão;
eu
me tornei
como um estranho a meus irmãos, *como estrangeiro para os filhos de minha mãe.

Pois meu zelo
e meu amor por vossa casa *me devoram como fogo abrasador;
e
os insultos de infiéis que vos ultrajam *recaíram todos eles sobre mim!

Se
aflijo a minha alma com jejuns, *fazem disso uma razão para insultar-me;
se
me visto com sinais de penitência, *eles fazem zombaria e me escarnecem!
Falam de mim
os que se assentam junto às portas, *sou motivo de canções, até de bêbados!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, *Como era no princípio, agora e
sempre. Amém.

Ant.
Estou
cansado
de gritar
e de esperar pelo meu Deus
Apagam-se as
duas velas mais ao extremo do candelabro de trevas.

Ant.
2 Deram-me
fel
como se fosse um alimento, em minha sede
ofereceram-me vinagre.

II

Por isso elevo
para vós
minha oração,
*neste
tempo favorável, Senhor Deus!
Respondei-me pelo vosso imenso amor, *pela vossa salvação que nunca falha!

Retirai-me deste lodo, pois me afundo! †Libertai-me, ó Senhor, dos que me
odeiam, *e salvai-me destas águas tão profundas!
Que as águas turbulentas não me arrastem, †não me devorem violentos turbilhões,
*nem a
cova
feche a boca sobre mim!

Senhor, ouvi-me pois suave é vossa graça, *ponde os olhos sobre mim com grande amor!
Não oculteis
a vossa face ao vosso servo! *Como eu sofro! Respondei-me bem depressa!
Aproximai-vos de minh’alma e libertai-me, *apesar da multidão dos inimigos!

Vós conheceis
minha vergonha e meu opróbrio, †minhas injúrias, minha grande humilhação;
*os que
me afligem estão todos ante vós!
O
insulto me partiu o coração; *não suportei, desfaleci de tanta dor!

Eu
esperei
que alguém de mim tivesse pena, †mas foi em vão, pois a ninguém pude
encontrar; *procurei
quem me aliviasse e não achei!
Deram-me fel
como se fosse um alimento, *em minha sede ofereceram-me vinagre!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, *Como era no princípio, agora e
sempre. Amém.

Ant.
Deram-me fel
como se fosse um alimento, em minha sede
ofereceram-me vinagre.

Apagam-se as
duas velas seguintes em direção ao centro do candelabro de
trevas.

Ant.
3
Procurai
o Senhor
continuamente, e o vosso coração
reviverá.

III

Pobre de mim,
sou infeliz
e sofredor!
*Que
vosso auxílio me levante, Senhor Deus!
Cantando eu louvarei o vosso nome *e agradecido exultarei de alegria!
Isto será
mais agradável ao Senhor, *que o sacrifício de novilhos e de touros.

Humildes, vede isto e alegrai-vos: †o vosso coração reviverá,
*se
procurardes o Senhor continuamente!

Pois nosso Deus
atende à prece dos seus pobres, *e não despreza o clamor de seus cativos.
Que céus e terra glorifiquem o Senhor *com o mar e todo ser que neles vive!

Sim, Deus virá e
salvará Jerusalém, †reconstruindo as cidades de Judá,
*onde
os pobres morarão, sendo seus donos.
A
descendência de seus servos há de herdá-las, †e os que amam o santo nome do Senhor
*dentro
delas fixarão sua morada!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, *Como era no princípio, agora e
sempre. Amém.

Ant.
Procurai
o Senhor
continuamente, e o vosso coração
reviverá.

Apagam-se as
duas velas seguintes em direção ao centro do candelabro de
trevas.

V. Quando eu
for
elevado da
terra,
R.
Atrairei
para mim todo
ser.



PRIMEIRA
LEITURA
Da Carta aos
Hebreus 4,14–5,10
Jesus
Cristo, sumo sacerdote

Irmãos: Temos
um sumo-sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por isso,
permaneçamos firmes na fé que professamos. Com efeito, temos um sumo-sacerdote
capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo
como nós, com exceção do pecado. Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do
trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um
auxílio no momento oportuno.

De fato, todo o
sumo sacerdote é tirado do meio dos homens e instituído em favor dos homens nas
coisas que se referem a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados.
Sabe ter compaixão dos que estão na ignorância e no erro, porque ele mesmo está
cercado de fraqueza. Por isso, deve oferecer sacrifícios tanto pelos pecados do
povo, quanto pelos seus próprios. Ninguém deve atribuir-se esta honra, senão o
que foi chamado por Deus, como Aarão.

Deste modo,
também Cristo não se atribuiu a si mesmo a honra de ser sumo-sacerdote, mas foi
aquele que lhe disse: “Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei”. Como diz em outra
passagem: “Tu és sacerdote para sempre, na ordem de Melquisedec.”

Cristo, nos
dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e
lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa
de sua entrega a Deus. Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência
a Deus por aquilo que ele sofreu. Mas, na consumação de sua vida, tornou-se
causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem. De fato, ele foi por
Deus proclamado sumo-sacerdote na ordem de Melquisedec.

RESPONSÓRIO Cf. Hb 5,8.9.7

R. Embora
fosse o próprio
Filho,
aprendeu a
obediência
através do
sofrimento
* E para
quem lhe
obedece
tornou-se uma
fonte de
eterna
salvação.
V. Nos seus
dias deste
mundo fez
subir preces e
súplicas com
clamores
veementes e por
sua
piedade
Jesus foi
atendido.
* E para
quem lhe
obedece
tornou-se uma
fonte de
eterna
salvação.

Apaga-se a
próxima vela, à esquerda, no candelabro de trevas.

SEGUNDA
LEITURA

Da Homilia
sobre a Páscoa, de Melitão de Sardes, bispo
(N. 65-71: SCh
123,94-100)
(Séc.
II)
O Cordeiro
imolado libertou-nos da morte para a vida

Muitas coisas
foram preditas pelos profetas sobre o mistério da Páscoa, que é Cristo,
a quem seja dada a glória pelos séculos dos séculos.
Amém (Gl 1,5). Ele
desceu dos céus à terra para curar a enfermidade do homem; revestiu-se da nossa
natureza no seio da Virgem e se fez homem; tomou sobre si os sofrimentos do
homem enfermo num corpo sujeito ao sofrimento, e destruiu as paixões da carne;
seu espírito, que não pode morrer, matou a morte homicida.

Foi levado como
cordeiro e morto como ovelha; libertou-nos das seduções do mundo, como outrora
tirou os israelitas do Egito; salvou-nos da escravidão do demônio, como outrora
fez sair Israel das mãos do faraó; marcou nossas almas com o sinal do seu
Espírito e os nossos corpos com seu sangue.

Foi ele que
venceu a morte e confundiu o demônio, como outrora Moisés ao faraó. Foi ele que
destruiu a iniqüidade e condenou a injustiça à esterilidade, como Moisés ao
Egito.

Foi ele que nos
fez passar da escravidão para a liberdade, das trevas para a luz, da morte para
a vida, da tirania para o reino sem fim, e fez de nós um sacerdócio novo, um
povo eleito para sempre. Ele é a Páscoa da nossa salvação.

Foi ele que
tomou sobre si os sofrimentos de muitos: foi morto em Abel; amarrado de pés e
mãos em Isaac; exilado de sua terra em Jacó; vendido em José; exposto em Moisés;
sacrificado no cordeiro pascal; perseguido em Davi e ultrajado nos profetas.

Foi ele que se
encarnou no seio da Virgem, foi suspenso na cruz, sepultado na terra e,
ressuscitando dos mortos, subiu ao mais alto dos céus.

Foi ele o
cordeiro que não abriu a boca, o cordeiro imolado, nascido de Maria, a bela
ovelhinha; retirado do rebanho, foi levado ao matadouro, imolado à tarde e
sepultado à noite; ao ser crucificado, não lhe quebraram osso algum, e ao ser
sepultado, não experimentou a corrupção; mas ressuscitando dos mortos,
ressuscitou também a humanidade das profundezas do sepulcro.

RESPONSÓRIO Rm 3,23-25a;
Jo 1,29b

R. Pois
todos os
homens
pecaram e
carecem da
glória de
Deus, sendo
justificados, de
graça,
mediante a
libertação,
realizada por
meio de
Cristo.
* Deus
destinou que Cristo
fosse, por seu
sangue, a
vítima da
propiciação, pela
fé que
colocamos nele
mesmo.
V. Eis
aqui o
Cordeiro de
Deus, o que
tira o
pecado do
mundo.
* Deus
destinou que Cristo
fosse, por seu
sangue, a
vítima da
propiciação, pela
fé que
colocamos nele
mesmo.

Apaga-se a
próxima vela, à direita, no candelabro de trevas.

Laudes

SALMODIA

Ant.
1 Olhai,
Senhor, e contemplai
meu sofrimento! Escutai-me e vinde logo
em meu auxílio!

Salmo
79(80)
Visitai,
Senhor, a vossa vinha
Vinde, Senhor Jesus!
(Ap
22,20)

Ó
Pastor
de Israel,
prestai ouvidos. *Vós, que a José apascentais qual um rebanho!
Vós, que sobre os querubins vos assentais, †aparecei cheio de glória e esplendor *
ante Efraim e
Benjamim e Manassés!
Despertai
vosso poder, ó nosso Deus, *e vinde logo nos trazer a salvação!

Convertei-nos, ó Senhor Deus do universo, †e sobre nós iluminai a vossa face!
*Se
voltardes para nós, seremos salvos!

Até quando, ó Senhor, vos irritais, *apesar da oração do vosso povo?
Vós nos destes a comer o pão das lágrimas, *e a beber destes um pranto copioso.
Para os vizinhos somos causa de contenda, *de zombaria para os nossos inimigos.

Convertei-nos, ó Senhor Deus do universo, †e sobre nós iluminai a vossa face!
*Se
voltardes para nós, seremos salvos!

Arrancastes do Egito esta videira, *e expulsastes as nações para plantá-la;
diante dela
preparastes o terreno, *lançou raízes e encheu a terra inteira.

Os
montes recobriu com sua sombra, *e os cedros do Senhor com os seus
ramos;
até o mar
se estenderam seus sarmentos, *até o rio os seus rebentos se
espalharam.

Por que razão
vós destruístes sua cerca, *para que todos os passantes a vindimem,
o
javali
da mata virgem a devaste, *e os animais do descampado nela pastem?

Voltai-vos para nós, Deus do universo! †Olhai dos altos céus e observai.
*Visitai
a vossa vinha e protegei-a!

Foi a vossa mão direita que a plantou; *protegei-a, e ao rebento que firmastes!
E
aqueles que a cortaram e a queimaram, *vão perecer ante o furor de vossa face.

Pousai a mão
por sobre o vosso Protegido, *o filho do homem que escolhestes para vós!
–E
nunca mais
vos deixaremos, Senhor Deus! *Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome!

Convertei-nos, ó Senhor Deus do universo, †e sobre nós iluminai a vossa face!
*Se
voltardes para nós, seremos salvos!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, *Como era no princípio, agora e
sempre. Amém.

Ant.
1 Olhai,
Senhor, e contemplai
meu sofrimento! Escutai-me e vinde logo
em meu auxílio!

Apagam-se as
duas velas seguintes em direção ao centro do candelabro de
trevas.

Ant.
2 Eis o
Deus, meu Salvador,
eu confio
e nada temo!

Cântico Is
12,1-6
Exultação do
povo redimido
Se alguém tem sede, venha a
mim, e beba. (Jo 7,37)

Dou-vos graças, ó Senhor, porque estando irritado, *acalmou-se a vossa ira e enfim me consolastes.
Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo;
*o
Senhor
é minha força, meu louvor e salvação.

Com alegria
bebereis no manancial
da salvação, *
e
direis
naquele dia: “Dai louvores ao Senhor,
invocai
seu santo nome, anunciai suas maravilhas,
*entre
os povos proclamai que seu nome é o mais sublime.

Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos,
*publicai
em toda a terra suas grandes maravilhas!
Exultai
cantando alegres, habitantes de Sião,
*porque
é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!”

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, *Como era no princípio, agora e
sempre. Amém.

Ant.
2 Eis o
Deus, meu Salvador,
eu confio
e nada temo!

Apagam-se as
duas velas seguintes em direção ao centro do candelabro de
trevas.

Ant.
3 Deus nos
deu
de comer
a flor do trigo, e com o mel
que sai da rocha nos fartou.

Salmo
80(81)
Solene
renovação da Aliança
Cuidai, irmãos, que não se
ache em algum de vós um coração transviado pela incredulidade.
(Hb
3,12)

Exultai
no Senhor, nossa força, *e ao Deus
de Jacó aclamai!
Cantai salmos, tocai tamborim, *harpa e lira suaves tocai!
Na
lua nova
soai a trombeta, *na lua cheia, na festa solene!

Porque isto
é costume em Jacó, *um preceito do Deus de Israel;
uma lei
que foi dada a José, *quando o povo saiu do Egito.

Eis que ouço
uma voz que não conheço: †
“Aliviei
as tuas costas de seu fardo, *cestos pesados eu tirei de tuas mãos.
Na
angústia a mim clamaste, e te salvei, †de uma nuvem trovejante te falei,
*e
junto às águas de Meriba te provei.

Ouve, meu povo, porque vou te advertir! *Israel, ah! se quisesses me escutar:
Em
teu meio
não exista um deus estranho *nem adores a um deus desconhecido!

Porque eu
sou o teu Deus e teu Senhor, †que da terra do Egito te arranquei.
*Abre
bem
a tua boca e eu te sacio!

Mas meu povo
não ouviu a minha voz, *Israel não quis saber de obedecer-me.
Deixei, então,
que eles seguissem seus caprichos, *abandonei-os ao seu duro coração.

Quem me dera
que meu povo me escutasse! *Que Israel andasse sempre em meus
caminhos!
Seus inimigos, sem demora, humilharia *e voltaria minha mão contra o opressor.

Os
que odeiam o Senhor, o adulariam, *seria este seu destino para sempre;
eu
lhe daria
de comer a flor do trigo, *e com o mel que sai da rocha o fartaria”.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, *Como era no princípio, agora e
sempre. Amém.

Ant.
3 Deus nos
deu
de comer
a flor do trigo, e com o mel
que sai da rocha nos fartou.

Apagam-se as
duas velas seguintes em direção ao centro do candelabro de
trevas.




LEITURA
BREVE
Hb 2, 9b-10

Vemos Jesus
coroado de glória e honra, por ter sofrido a morte. Sim, pela graça de Deus em
favor de todos, ele provou a morte. Convinha de fato que aquele, por quem e para
quem todas as coisas existem, e que desejou conduzir muitos filhos à glória,
levasse o iniciador da salvação deles à consumação, por meio de sofrimentos.

RESPONSÓRIO BREVE

V. Lembra-te de
Cristo,
ressuscitado dentre os
mortos!
* Ele é
nossa
salvação e nossa
glória para
sempre.
R. Lembra-te de
Cristo,
ressuscitado dentre os
mortos! Ele é
nossa
salvação e nossa
glória para
sempre.
V. Se com
ele nós
morremos, também,
com ele
viveremos.
R.
Ele é nossa
salvação e nossa
glória para
sempre.
V.
Glória ao Pai, e ao Filho e
ao Espírito Santo.
R. Lembra-te de
Cristo,
ressuscitado dentre os
mortos! Ele é
nossa
salvação e nossa
glória para
sempre.

BENEDICTUS Lc 1,
68-79

Durante o
Benedictus, se houver as seis velas do altar, o acólito responsável por
apagá-las, munido do apagador, dirige-se ao altar, faz a inclinação
profunda, e procede à cerimônia. A partir do sexto verso, ele vai à
extrema esquerda do altar, e apaga essa vela. Depois, vai à extrema direita,
para apagar a vela correspondente. Volta, então, à esquerda, para apagar a
próxima, e, então, à direita, e assim por diante, de modo a apagar todas as seis
velas nos últimos seis versos. Feita a cerimônia, inclina-se profundamente ao
altar, e volta ao seu lugar.

Ant.
Ardentemente eu
desejei comer
convosco esta
Páscoa antes de
ir sofrer a
morte.

Bendito †
seja o Senhor Deus de Israel, *que a seu povo visitou e libertou;
e
fez surgir
um poderoso
Salvador
*na
casa
de Davi,
seu servidor,
como falara
pela boca
de seus santos, *os profetas desde os tempos mais antigos,
para salvar-nos do poder
dos inimigos *e da mão
de todos quantos nos odeiam.
Assim mostrou
misericórdia a nossos pais, *recordando a sua santa Aliança
e
o juramento a Abraão,
o nosso pai,
*de
conceder-nos que, libertos do inimigo,
a
ele
nós sirvamos sem temor

em
santidade
e em justiça
diante dele, *enquanto perdurarem nossos dias.
Serás profeta
do Altíssimo, ó menino, †pois irás
andando à frente do Senhor
*para
aplainar
e preparar
os seus caminhos,
anunciando
ao seu povo
a salvação,
*que
está
na remissão
de seus pecados.
Pelo amor
do coração
de nosso Deus, *Sol nascente que nos veio visitar

do alto
como luz
resplandecente *a iluminar
a quantos jazem entre as trevas
e
na sombra da morte estão sentados †e para
dirigir
os nossos passos, *
guiando-nos no caminho da paz.
Glória ao Pai
e ao Filho e ao Espírito Santo. *Como era
no princípio, agora
e sempre. Amém.

Ant.
Ardentemente eu
desejei comer
convosco esta
Páscoa antes de
ir sofrer a
morte.

PRECES

A Cristo, eterno sacerdote, a
quem o Pai ungiu com o Espírito Santo para anunciar aos cativos a libertação,
supliquemos humildemente; e digamos:
Senhor, tende piedade de
nós!

Vós, que subistes a Jerusalém
para sofrer a Paixão, e assim entrar na glória,

conduzi vossa Igreja à Páscoa da eternidade.
Senhor, tende piedade de
nós!

Vós, que, elevado na cruz,
deixastes a lança do soldado vos traspassar,

curai as nossas feridas.
Senhor, tende piedade de
nós!

Vós, que transformastes o
madeiro da cruz em árvore da vida,

concedei de seus frutos aos que renasceram pelo batismo.
Senhor, tende piedade de
nós!

Vós que, pregado na cruz,
perdoastes o ladrão arrependido,

perdoai-nos também a nós pecadores.
Senhor, tende piedade de
nós!

Pai nosso que
estais nos céus,santificado
seja o vosso nome;venha a nós o
vosso reino,seja feita a
vossa vontade,assim na terra
como no céu;o pão nosso de
cada dia nos dai hoje;perdoai-nos as
nossas ofensas,assim como nós
perdoamosa quem nos tem
ofendido,e não nos
deixeis cair em tentação,mas livrai-nos
do mal.


ORAÇÃO

Senhor nosso Deus, amar-vos
acima de tudo é ser perfeito; multiplicai em nós a vossa graça e concedei, aos
que firmamos nossa esperança na morte do vosso Filho, alcançarmos por sua
ressurreição aqueles bens que na fé buscamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo,
vosso Filho, na unidade do Espírito
Santo.
R.
Amém.

Se um sacerdote
ou diácono preside o Ofício, é ele quem despede o povo, dizendo:
V.
O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no
meio de nós.
V. Abençoe-vos
Deus todo-poderoso, Pai e Filho †
e Espírito Santo.
R. Amém.

Dada a bênção,
acrescenta-se:
V. Ide em
paz e o
Senhor vos
acompanhe.
R. Graças a
Deus.

Não havendo
sacerdote, ou diácono, e na recitação individual, conclui-se assim:
O
Senhor nos
abençoe, nos
livre de todo o
mal e nos
conduza à vida
eterna.
R. Amém.

Faz-se o
strepitus com um pedaço
de madeira ou o breviário, significando o terremoto ocorrido na morte de Jesus.
Os demais podem juntar-se ao strepitus com seus
breviários. Apaga-se a última vela
do candelabro de trevas.

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