23 de julho de 2011

O mistério do ataque ao Papa João Paulo II


Depois de 30 anos do disparo de 13 de maio de 1981, não se sabe, todavia quem são os articuladores. Um novo livro reconstrói o atentado e indica dentro do ambiente do fanatismo turco, entre o Islã e os serviços secretos, e as possíveis conspirações.

Passaram 30 anos, mas aquele atentado ainda é um mistério. O 13 de maio de 1981, às 17h 17 min., João Paulo II foi atingido na Praça de São Pedro por alguns disparos provenientes da Browning do terrorista turco Mehemet Alí Agca. O Papa Wojtyla, que estava a ponto de iniciar a tradicional audiência das quartas-feiras e havia anunciado esse dia à instituição do Pontifício conselho para a Família, sofreu risco de morte e chegou ao Policlínico Gemelli em condições gravíssimas.

As investigações concluíram sobre tudo o que seguia as chamadas “pistas búlgara”, atribuía aos serviços secretos de Sofia -de acordo com os de moscou- o atentado contra o papa polaco que havia se tornado uma ameaça. Não foi descoberta a identidade dos articuladores; quem teve a idéia de assassinar o pontífice.

Um livro muito detalhado e convincente, escrito pelo vaticanista do diário italiano “República” Marcos Ansaldo e pela co-responsável em Roma da publicação turca “Sabah”, Yasemin Taskin, se encontram nas livrarias algumas semanas. Seu título original é Uccidete Il Papa. La verità sull’attentato a Giovanni Paolo II. Editado por Rizzoli. É um livro muito documentado, cada detalhe foi examinado e em que se encontra recolhido e organizado um material muito interessante. Ansaldo e Taskin não partiram de teses já conhecidas, não se deixaram pelo desejo de culpar ou desculpar alguém. Examinaram todas as pistas possíveis, de maneira impecável. Deram as provas, por exemplo, de que a pista búlgara nunca foi demonstrada e foi exagerada intencionalmente.

É verdade que muitos pensam que o atentado do papa foi planejado em Moscou. Além do mais não se pode negar que Wojtyla foi duro com os soviéticos; também é inquestionável que os soviéticos, que nesse momento não estavam governado por um grupo indeciso, estiveram preocupados porque haviam começado a se dar conta do sentido que o papa tinha para a Polônia, seu próprio país. Alguns colaboradores próximos a João Paulo II estavam convencidos da matriz soviética do atentado. Como o Cardeal Agostino Casaroli e o então Monsenhor Achile Silvestrini, atualmente cardeal. Também estava convencido da existência dos articuladores russos o secretario do Papa, Estanislaw Dziwisz.

Os autores do livro sustentam uma mudança que o atentado tenha sido mediado pelos Lobos Grises, pelo fanatismo em que se misturam às ideias islâmica e os contatos com o serviço secreto. O mesmo ambiente, fazendo referência à crônica mais recente, que deram ordem de assassinar dom Andrea Santora e o bispo Padovese. As teses de Ansaldo e Taskin não é de nenhum modo uma tese estabelicida de antemão. Ambos os jornalistas conhecem profundamente a realidade turca, conhecem há muito tempo o mesmo Alí Agca, com que se encontraram e entrevistaram diversas vezes.

Porque, mesmo após a queda do Muro de Berlim e a posterior dissolução da União Soviética, nunca foram encontrados nos arquivos consistentes e convincentes evidências de envolvimento soviético na tentativa de assassinato contra João Paulo II. Nada surgiu mesmo depois da morte do Papa Wojtyla. Esse ataque, 30 anos mais tarde, ainda permanece um mistério, porque o único homem que conhece a verdade, o inteligente Ali Agca, contou inúmeras versões diferentes um do outro, confundindo tudo e todos. Chegou ao ponto de acusar Casaroli ser o arquiteto real e sua declaração delirante, infelizmente impossível distinguir os sinais da verdade num mar de mentiras.

Livro Ansaldo e Taskin é a melhor reconstrução que tenha sido feito desse evento trágico. E é também proposta de tese interessante e atraente. O volume nos permite saber, graças a uma nota manuscrita encontrada nos bolsos do atacante turco, a escolha do dia 13 para o ataque teria sido escolhido por Agca por acaso (ele também havia pensado em outras datas, como 20 de maio). É óbvio que ninguém, muito menos como um Papa Mariano Wojtyla como estava, teria passado despercebido pela coincidência de data, é por isso que João Paulo II reconheceu a visão de Fátima. Mas por quem tentou matar o papa como a reconstrução dos autores, a escolha da data não tinha essa intenção.

No artigo publicado pelo "L'Osservatore Romano", além do ataque Lucetta Scaraffia Wojtyla, cita outro ataque histórica, que teve lugar em 1963 em Dallas: a morte de John Fitzgerald Kennedy. Aqui, novamente, a investigação (a partir do Relatório Warren para as suposições feitas pelo juiz Jim Garrison), não chegou a nenhuma conclusão. E enquanto muitos, muitos acreditam que este crime foi atrás da multidão, ou mesmo óleo, ou os senhores da guerra ou ambientes políticos, nada disso foi demonstrada, já que nada da hipótese de uma conspiração idealizada nos Oriente tem sido demonstrado em pesquisas realizadas pelo ataque Judiciário relacionados sobre o papa.

E se a solução é simples, muito mais simples? Não toque o segredo de Fátima (o papa levou um tiro de qualquer maneira, por um míssil em 13 de Maio), a gravidade do evento duraria, um Papa, agora Santíssima, que se concentrou o seu sangue no local do martírio de Pedro e sofrimento ao oferecer o seu sofrimento para a Igreja. O Bispo teve um dia enquanto ele estava comendo com o Papa, depois de ouvir várias hipóteses sobre os arquitetos do ataque, Wojtyla direto ao assunto e disse: "Foi Satanás" Colocar o episódio no abismo do mysterium iniquitatis.

Se a tese da Ansaldo e Taskin fosse correta, seria, de fato, uma diferença: o KGB para assassinar o Papa deixará de existir. Alguns ambientes extremista turco, no entanto, ainda são muito ativos, como evidenciado pelos recentes assassinatos de padres e bispos, na Turquia.

Cidade do Vaticano

Por: ANDREA TORNIELLI

Tradução: Jailson Uriel Zanini

Fonte: http://vaticaninsider.lastampa.it/homepage/vaticano/dettaglio-articolo/articolo/attentato-al-papa-attentado-al-papa-attempt-on-the-popes-life-6051/

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